sábado, 26 de maio de 2012

Fashion Rio - Desfile Ágatha


Quinta feira dia 24/05 foi dia de Fashion Rio. Eu como boa compradora da Ágatha ganhei convite para assistir o desfile. Então vamos lá, tinha muitas atrizes, claro, mas como boa carioca, optei por não tietar nenhuma, exceto uma que abaixo eu mostro a foto. Sou fã d+++.


Claro que não podia deixar de tirar uma foto aqui né? Minha roupa não foi hypada, mas fui direto do trabalho, e não deu pra fazer uma super produção. Apesar de tudo prestigiei a marca usando a blusa da coleção atual.



Muitos flashes nas atrizes da primeira fila..

Um pouquinho do desfile..

E ela.. Mariana Weickert, quem tá antenado no mundo da moda OBVIAMENTE sabe quem ela é. Peguei ela chegando e não resisti! Pedi uma foto! Ela foi uma fofa, e super simpática, exatamente como vemos no programa.

Aí só pra eu ficar um pouquinho metida, eis que o GNT gosta da meu esmalte e tira uma foto para colocar no site! AMEEEEEEEEEEIIII!!! Vai o link para quem quiser ver os outros esmaltes clicados.

Bem gente é isso! Bjusss

domingo, 20 de maio de 2012

A linha tênue entre ciúme e controle


Nenhuma mulher, ou homem, gosta de passar despercebido pelo ser amado. Todos nós gostamos de ver q o outro está sentindo aquele ciuminho, aquela preocupação, em cuidar da gente e não dividir com mais ninguém. Faz parte da relação. O ciúme reafirma que somos amados. Sim, vamos admitir!
O que venho questionando é: até que ponto algumas pessoas precisam do ciúme para afirmar o amor? Observo, que muitas vezes, a necessidade de ser amado e necessário pelo outro é tanta, que o indivíduo começa a valorizar o “controle”. A forma adoecida do ciúme. Você já deve ter visto ele por aí com certeza. Funciona assim: o casal namora, se adora, muito, apaixonados.. mas um deles, sente muuuuuuito ciúme, e o outro conta isso para as pessoas, com um quê de “ele me ama muito”. O outro passa todos os momentos da vida, inclusive os que está junto do ser amado, preocupado com o que pode estar acontecendo de errado. Para quem o outro pode estar olhando (sim, mesmo estando ambos juntos). Tornando assim a convivência um eterno jogo de prova de amor. Em que este só será provado quando não houver mais possibilidades de suspeitas. Já sei, vc quer saber como isso pode acontecer. Acredite, é possível, e vc tb já viu por aí.. é simples e eu explico. A vítima do controle deverá apenas se anular, esquecer seus gostos, seus interesses, sua vida, seus gostos, sua individualidade. Ah, esqueça tb seus amigos, pois mesmo sendo do mesmo sexo que o seu, poderá ser alvo de ciúmes de atenção. Pronto, feito isso o ciumentoooooo demaaaaiissss consegue então assumir seu papel tão aguardado. Aquele que eu me referi no inicio do texto: O CONTROLADOR. As brigas cessam e começa a haver mais paz na relação. Fica estabelecida então a conexão em que, o controlador para acreditar no amor do parceiro precisa dominar completamente a presa, e o outro por sua vez, não entende o amor sem a dominação. O amor seguro, em que é permitido ir e vir, não é suficiente para o dominado.. ele precisa de mais provas, e o controlador é mestre em dá-las. Você pode estar achando tudo isso muito forte, mas esse comportamento está presente em coisas muito, mas muito simples. Um exemplo: você combina de ir ao shopping com uma amiga, e avisa ao seu namorado/marido. Ele prontamente diz que VAI JUNTO (ninguém convidou). Você para não magoá-lo, não vetá-lo, aceita e impõe a presença dele à sua amiga, não conversa com ela assuntos de mulher e não tem um momento SEU. (Olha a anulação aí..) Qdo vc chega no shopping, dá um jeito de falar com sua amiga “ai ele quis vir, não pude negar, vc sabe como ele fica querendo participar de tudo né?” (participar ou controlar?) O cara não tem vida? Vai jogar futebol com os amigos, vai tomar uma gelada no bar.. E mais tarde sim, cada um revigorado de si, aproveitarão o momento só dos dois. Ledo engano, nessa relação só existe um. O controlador. O outro não se revigora jamais. O jogo consiste nisso, apenas devoção. O mais interessante é que o dominado raramente sofre. Quando ele topa esse jogo, se sente muito seduzido por tanto “amor” tanta obsessão... Atualmente em que cada dia que passa estamos mais egoístas, mais individualistas, e consequentemente mais carentes, essa relação pode parecer muito sedutora. Muito cheia de emoção, com muita preocupação no outro. Mas não se engane, não é atenção, amor, nem carinho, é apenas vaidade e egoísmo do controlador. Que precisa controlar a qualquer custo para se sentir amado. Só existe ele. Se ele te amasse, gostaria de te conhecer de novo cada dia, iria te estimular a fazer coisas novas, com ou sem ele. Ia ficar com ciúme do seus amigos do escritório, mas jamais criar confusão pq você tomou uma cerveja depois do expediente. Se ele te amasse, suas necessidades, suas alegrias teriam importância.
Somando, temos o suficiente para dividir. Subtraindo, chegamos ao zero e depois ao negativo.
E nada mais..

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Você tem face?

Hoje em dia vc conhece um cara a noite e ele te pede teu facebook.. Parece normal né? Pois é.. PARECE, assim como quando ele te add e PARECE também que descobriu um monte de informações sobre você e vc sobre ele. Eu sou do tempo (sim, graças a Deus eu ainda peguei essa fase) em que se pedia o telefone, e não se mandava msg de texto, nem tinha isso.. E ainda mais, o telefone fixo, aquele de casa mesmo, não tinha bina nem chamada em espera. Então era assim, ele pedia o telefone, e vc ficava la,esperando aquele bendito tocar e atendia com a voz mais fofa do mundo QUALQUER um que ligasse na esperança que fosse ele. E aí sim, qdo ele ligava, vocês conversavam HORAAAAAAAAAAASSS no tel .. ouvindo a voz um do outro e começavam a se conhecer efetivamente... nas pausas, no silêncio, na coragem em falar, na emoção de sentir a voz um do outro, em ouvir a respiração.. sem a mascara do computador, msg de texto, e todos os apps que somos viciados. Me lembro até hj do meu primeiro namorado.. Ficávamos horas no telefone... até de madrugada, conversando qq coisa, rindo .. achando afinidades, apenas os dois, sim pq no computador vc esta ali conversando com ele/ela, mas fazendo mil coisas ao mesmo tempo. Não há dedicação em conhecer o outro, afinal a todo o momento surgirá uma nova informação na timeline, e vc vai “conhecendo “ mais, sem precisar “desperdiçar” seu tempo SOMENTE com aquela pessoa.
Já percebeu isso? Em como a conquista além de todos os problemas atuais ficou também automatizada? Não sou contra a internet, quem me conhece sabe bem a viciada e dependente digital que sou. Mas não posso negar que as relações são muito estragadas com tantos artifícios, propagandas enganosas, e “facilidades” em se mascarar...

O que vai ser da minha vida?

Hoje eu ouvi a seguinte frase: “ e se eu me separar? O que eu vou fazer da minha vida?”
Quando desliguei o telefone, percebi que um dia na minha vida, eu pensei a mesma coisa. Eu não era casada, mas muito, muito apaixonada. Eu tinha muitos problemas com ele, mas incrivelmente pensava no que aconteceria se terminasse. Digo incrivelmente, pq não importa a idade em que ela está, nem a que eu tinha na época. Mas sempre é tempo de recomeçar. De reviver, de procurar novos horizontes, e viver um mundo de coisas que a vida trará a você. Sem que nenhum esforço seja feito para isso. E o incrível é que nós não sabemos disso até que tomamos coragem e tomamos a atitude certa. Aí vc me pergunta: “qual é a atitude certa?”
A que te faz feliz. Naquele momento pode até ser sofrido, mas saber que queremos mais e merecemos mais, já é um passo para a felicidade. Quando eu tomei coragem na época desse namorado, foi bem difícil e hoje se passaram incríveis DEZ anos. Até hj eu olho para trás e acho graça, de como eu podia pensar que não haveria NADA depois dele. Ou de qq outra pessoa.
O que muitas pessoas demoram a entender é que o que acontece quando rompemos uma relação, um sonho, um castelo de areia, é nada mais nada menos que a nossa própria vida. Sim, a vida que cabe somente a cada um de nós. Que nos foi dada como um presente. E principalmente nós mulheres, crescemos sempre programadas a acreditar que esse presente não terá nenhum valor se não for dividido com alguém. A urgência é tanta, que as vezes dividimos essa fatia do bolo com alguém que nem gostamos tanto, as vezes ele come até uma parte maior da fatia do que deveria. Afinal de contas, vc não vai comer sozinha vai?
Mas a fatia não era sua?
O ideal não é convidar alguém para comer a mesma fatia q a sua do bolo, e sim alguém que traga outro bolo, outra fatia e ambos provem o de cada um. Mas atenção! É preciso uma componente fundamental para que tudo isso aconteça: Coragem.
Coragem para viver, para amar, para se permitir. Parece clichê? Eu sei. Mas as dificuldades, incertezas e urgências do mundo atual nos tornam cada vez mais medrosos. Afinal, não temos tempo para “tentar”, não é verdade? Tem que ser certo e pronto, por que senão o tempo passa e não dá mais tempo. Vai dizer que vc não sente assim?
E nessa armadilha, esquecemos de nós. Do que gostamos, do que queremos, e até mesmo do que sonhamos. Porque tudo é para ontem, pensando no amanha. E o hoje, o que estamos fazendo agora? Nesse momento? A resposta certa seria vivendo. Mas o que eu acabo vendo mais e mais vezes é “sobrevivendo”.
O sufocamento de tudo isso tb me assola. Também fico triste, também me decepciono, e tb me desespero. Mas hoje eu não divido mais a fatia da torta, procuro alguém que tenha uma de outro sabor. E quantas mais eu tiver que provar. Sem nunca perder a coragem de saber que gosto terá. Até o dia em que eu encontrar aquela combinação de sabores tão inusitada, e tão óbvia, aquela que vc pensa “como não pensaram nisso antes?”. E aí sim, se não der certo vc saberá sempre o sabor que tem a sua vida com ou sem ele.